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Fevereiro
por
Ricardo Arroja
01-03-2010
Em Fevereiro, o Banco de Portugal divulgou as estatísticas finais de 2009 referentes aos agregados de crédito, concedidos no nosso país. Assim, o crédito interno total registou, em 2009, um crescimento médio de 6,4%, ou seja, uma evolução francamente favorável num enquadramento geral de contracção económica. Contudo, essa taxa de 6,4% representa uma redução para metade do ritmo de crescimento evidenciado em 2008, que havia sido de 10,3%.
No que diz respeito à distribuição do crédito concedido, o principal destinatário foi o Estado (em 2009, o crédito que lhe foi concedido cresceu 99,7% comparado com um crescimento de 20,8% em 2008). E os principais prejudicados foram as empresas não financeiras (em 2009 +2,6% versus +11,1% em 2008). Em relação ao segmento dos particulares, também houve uma redução do ritmo de crescimento do crédito concedido (em 2009 +2,3% versus +4,6% em 2008), em particular no crédito ao consumo, porém, em termos gerais, a redução não foi tão drástica quanto nas empresas.
Quanto ao futuro imediato, é natural que o ritmo de crescimento do crédito continue a deteriorar-se, existindo até uma certa probabilidade de que ocorra uma redução efectiva no total de crédito concedido em Portugal, em consequência da redução do défice orçamental que se prevê para este ano e da necessidade de os bancos continuarem a aumentar os seus rácios de capital – associados à nova regulação bancária que se antecipa. Nesse sentido, a título de exemplo, os principais bancos portugueses, provavelmente, terão de aumentar a proporção que os seus capitais próprios representam no total do seu activo, em média, em 1,5 pontos percentuais, o que se traduzirá num ajustamento de quase 10 mil milhões de euros (6% do PIB).
Deste modo, a banca continuará a impor critérios de gestão de risco muito rigorosos, que passarão por novas exigências em novos créditos e, também, pela escolha mais selectiva de parceiros institucionais – como nós, através dos nossos serviços de “Consultoria Financeira” – com quem trabalhar.
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